Hoje
Primeiro dia do ano
Caminho zonza com o Sol nas costas
Pés descalços.
Depois de uma noite morta
em que passei por algumas portas
reli escritos sobre a história dos encontros que não aconteceram.
Usei o sofá por alguns anos fugindo da representante do amor vivido.
Quando voltei para a cama
de novo
fluidos corporais.
Tentaram tampar.
Depois um bichano cobriu lágrimas com lençóis.
Esta noite chamei as merdas do passado
elas vieram.
entraram no meu caminho enquanto caminhava com o Sol nas costas
e eu lambi meu dedo nelas
Pensei que bom!
Vou ter dinheiro pra comprar um chuveiro
E lavar minhas lágrimas num cruzeiro!
às merdas.
Marcas de mordidas de canídeos uivantes numa noite de Lua cicatrizam
que lua foi ontem mesmo?
sei não
só sei que sou e sempre serei alguém que nunca vai saber
quem é o dono deste brinde de ano novo que encontrei na calçada.
Caninos na praça vazia.
fazem lembrar da noite quente
da lágrima fria.
De Hesse e Huxley.
Perspectivas existem a perder de vista...
Agora
Só sei o que sinto.
Suor e sangue nos poros.
Pontos
infelizmente
não são o fim,
E injustamente
Hoje
Primeiro dia do ano seguinte
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