Quando criança
era no quintal da minha casa
que voava
Presa a uma cordinha
que me impedia de ir mais além
dos muros que dividiam mundos.
O meu e o de ninguém.
Um dia
consegui romper.
E fui tão longe
onde nunca imaginei que poderia.
Mundos muito diferentes
de ouro e pedrarias
profundezas de águas esmeraldinas.
Onde se aprendia a ser melhor
a cada momento que quisesse mergulhar mais fundo
e livrar do medo de arriscar a ser feliz
Realizar a colheita das tulipas amarelas
ou mesmo esculpir o destino
que assolam a mente de um artista.
Pois ninguém
sendo humano
pode ser
Unicamente
Inteiramente
e plenamente
feliz.
A plena incompletude de quem
Um dia
Abriu os olhos
e nunca mais conseguiu fechá-los.


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